Não me deixes partir...

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Sempre que se aproxima o momento, adio o pensamento que se adianta...
Racionalmente exposto tem de ser...
Intencionalmente, pode ser...
Vontade de ser, nunca!

E dou voltas e voltas na certeza do Sol se pôr, sem o poder impedir!
Eu não quero partir!
Não o permitas!
Envolve-me nos teus longos braços,
Aquece-me no sopro morno da paixão satisfeita,
Segura-me com algemas sanguíneas em indistinta definição,
Fecha-me em labirinto cerebral sem solução!

Não me deixes partir!
Nem porque tem de ser, nem porque deve ser, nem por qualquer nada!
Salva-me da insatisfação de estar longe, só e incompleta!

Não me deixes... Nem partir!

Nefertiti vai a banhos...

domingo, 10 de Agosto de 2008

Este ano o Deserto não me seduziu.
Parto à aventura do apelante azul do mar.
Deixei de arquitectar planos, vou ao sabor da brisa (por vezes nortada!)...
Em cada onda e salpico só espero ser feliz, sem questões preocupantes ou antecipando emoções.
O barco ondula... O séquito ocupa-se da logística... Eu, desfruto da paisagem apenas. Não estou nunca sozinha. Acompanham-me os rebentos das fertilizadas e um Athon orgulhoso... Por vezes, os seus risos ecoam até ao centro de mim e estremeço. Como é líquido o riso puro das crianças! Apesar de a estas faltar a tranquilidade e segurança inerentes à felicidade que é ter um pai e uma mãe em equilíbrio, juntos, o seu riso não deixa de ser inspirador e cheio de promessas de um Mundo melhor! Gostava de lhes poder proporcionar isso, mas...
Talvez quando tiver as minhas... Minhas! Ui, até é doloroso imaginar isso!
Será que consigo melhor que o que me rodeia? Neste mundo degenerado, onde tudo é permitido, é difícil pensar no que de melhor podemos dar aos filhos.
As nossas crianças de agora... Com a missão quase impossível de passar incólumes ao desastre que é a Civilização... Fundear carácter, moldar personalidade, encaminhar, sem impor ou castrar! Ui! Que tarefa hercúlea!...

(Obrigada, Meu Pai! Obrigada, Minha Mãe!
O reconhecimento que vos tenho não cabe em junção de letras!)

E o meu querido Sol brilha com uma intensidade cegante num convite a deitar-me com ele... Aí vêm os mafarricos! Lá se vai o descanso!...

Momentos futuros passados

terça-feira, 10 de Junho de 2008

Ontem, ao acordar, o Sol poente despertou a descrença no amanhecer.
Já nada podia fazer.
O momento tinha passado.
Teria-o sequer desejado?

O pretenso controlo desenfreado na suavidade da ira surte o efeito pretendido... Voltarei a ver o Sol poente, mas sem sentir o amanhecer...
Tudo passa, tudo muda e tudo fica igual.
É o normal ciclo da Vida, cada vez mais sem surpresa. Com resignação, sem dor, nem raiva... Apenas facto!

Tu

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Luz dourada, perfumada com crueza e desapego...
Intensa chama, timidez, ternura e vontade de recomeçar...
Coração cerrado de concentrada sensibilidade, descrente por defeito,
A desafiar o aconchego do colo...

Assim entraste na minha vida...
De rompante, reclamando o direito incrédulo na Verdade da ternura e querer...
Sem sequer querer conhecer...

Assim entraste na minha vida... Em porta aberta mas protegida,
Como guerreiro que quer descanso, sem supor que o paraíso existe...
Em luta constante com as sombras, trazes Felicidade que preenche...
Em retorno, floresço, por ti, para ti.

Assim entraste na minha vida...
Iluminando o caminho, dando esperança e convicção,
Conferindo doçura à emoção, sempre em distância,
Afirmando os passos à muito definidos no fundo com a certeza que são os correctos, mas nunca os admitindo.

Hoje, com a chama controlada, a fogosidade saciada, a partilha iniciada...
O Tempo não é nada!
Estremeço a cada reconhecimento que é sempre uma vitória nossa.

Que sejas tão feliz quanto me tornas.

Demanda da Semana

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Deambulando pela livraria, troteio com os dedos uma canção inventada pela intenção: Apetece-me ler, sinto-me ávida por letras, toda a gente escreve mas procuro entender...
E continuo a dedilhar as infinitas possibilidades... Não me decido por nenhuma: Escárnio, história, vitimizações, policiais, thrillers, feitiçarias, brincadeiras, «faça você mesmo», «conheça o seu potencial», tretas tão vulgares como tudo... E nada me satisfaz... Não é isso que procuro... Procuro algo inspirador, apaziguador, aconchegante... Alguma recomendação, fundamentada e que fuja às aborrecidas normalidades?

PS: Excluí-se a Bíblia, por 3 razões: Algo que já li, algo que corresponde a todas as categorias indicadas e que não se enquadra nas aspirações... A não ser que me convençam, com muuuuuuiiiiiita argumentação...

Até lá, vou afinando o teclado...

 
TNB